Terça-feira, 15 de Abril de 2008

Velho Autista

 

 

 Mas a ponte já n ficava longe. Depois, a ladeira e no meio da ladeira, a casa.

-Vamos lá com Deus! - fazia ele animando-se.

 


publicado por Axel às 09:05
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Artista Plástico

 

 

Pensando bem, eu sou uma grande artista… Senão repara nisto: estou em cima de uma carrinha, majestosa e linda…e tu? Tu estás aí, quão artista raso a tirar fotografias do chão… Sim! do chão!


publicado por Axel às 09:03
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Porta para Anões

 

 

Vamos, coragem… toda a sabedoria porque anseias está aí dentro….não hesites… basta um simples passo para que desapareças na sombra da escuridão e te arrastes ate à luz…

Sim! Há luz desse outro lado!

 


publicado por Axel às 08:59
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Alma

 

 

Surge às vezes um arrepio nestas ruas que me apaga a alma… é um vento cortante, arrepiante, fantasmas esvoaçantes que passam por mim: tudo em fracções de segundos…

Chego a pensar que todo o passado me passa a frente, e depois levo os olhos aos céus….Oh, que doce azul-escuro de encantar.

 


publicado por Axel às 08:55
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Morte do Artista

 

 

Aprisionei-me para não me deixar sair… Quero viver aqui. Triste, só e abandonado: é assim que gosto de me sentir… Vão-se embora! Esta é a minha hora do sono, quero estar sozinho…


publicado por Axel às 08:50
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Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

O Gigante Mirrado com Complexo de Identidade (Variação em Amarelo)

 

 

 

Olha que giro é não mexer os braços. Sua cambada de braços não inertes filhos da mãe. Não sabem da maldição de viverem com cara enrugada e granulosa, sempre com um homem debaixo das saias. Estar fechada durante o ano num armazém para no único dia que saio andar feita parva à procura do passado que nunca tive e do futuro de que nunca me lembrei poder ter. E se não encontro não é por falta de não olhar à minha volta. Aquele barulho infernal atrás de mim com mais bum e bam que a guerra quente (se existiu a fria tem de haver por força uma quente). Matem-me, por favor.


publicado por Axel às 17:36
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Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Proxenetas e atrasados mentais

 

Defende-me do fogo e das meretrizes com artrite. Não é que me incomode tanto como o fogo, mas é que se queixam tanto que depois já não lhes consigo extorquir os lucros integrais por descargo de consciência. Eu gosto é de ver os putos passar pela rua, todos felizes e bem disfarçados. São coisas de que uma pessoa não se lembra atrás das janelas fumadas. Tenho uma que é raquítica e diz que fui eu que lhe dei a avitaminose, coisa que nem o médico consegue concordar. Será que na tua terra não havia peixe nem ovos? Até ela teve de admitir que aquela curvatura, às vezes, dá jeito.


publicado por Axel às 09:35
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Terça-feira, 18 de Março de 2008

O Gigante Mirrado com Complexo de Identidade (Variação em Azul)

 

Cabeça grande só pode significar estupidez, bruteza de cérebro. E, se não, vejam a maneira imbecil e dotada de falta de equilíbrio com que mexem os braços. Isso diríamos se não víssemos a pileca que carrega a monstruosa cabeça. Mais estúpido terá de ser por carregar peso inecessário o homem que o leva. Ainda há desculpa para o primeiro “Ah e tal pá, a inevitabilidade da transferência do genótipo e as variâncias sócio-culturais.” Mas agora para o homem de cabeça pequenina e minimamente inteligente devia haver alguém que lhe desse duas bofetadas e lhe dissesse “Ó pá! Tu achas que é boa ideia pores um fato de palhaço e andares às voltas com os bracinhos a dar a dar. Estás a tentar gozar com as pessoas que têm deficiência mental.” Ao que ele responderia “No Carnaval ninguém leva a mal.”

Carnaval eterno.

 


publicado por Axel às 21:15
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Quarta-feira, 12 de Março de 2008

O Jardineiro Feliz

 

Estou feliz porque estou contente. Não me lembrarei dos monstros debaixo da cama nem no armário desde que me pintes de vermelho rosa e azul. Do meu papá a bater na minha mamã. Do meu irmão que me puxa os cabelos. Da minha tia que me dá muitos beijos que cheiram a cigarro. Do meu avô que me explicou que sou hipócrita. Mundo de cor, luz e imaginação.


publicado por Axel às 11:17
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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

Sistemas de Morte a Cínicos Experimentais

 

Espectros mirabolantes aparecem uma vez por outra para nos iluminar de assombro. Aparte do mundo e expirando por feitio. Parecem reais menos quando partem e nos apercebemos do resto do mundo. O resto do mundo não é o mesmo, por isso, não os vemos iguais. Não se lembram do passado, por isso nos visitam, para não esquecer que não há nada para lembrar. A desgraça é quando nos lembramos de que os espectros somos nós.


publicado por Axel às 11:16
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