Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

Sistemas de Morte a Cínicos Experimentais

 

Espectros mirabolantes aparecem uma vez por outra para nos iluminar de assombro. Aparte do mundo e expirando por feitio. Parecem reais menos quando partem e nos apercebemos do resto do mundo. O resto do mundo não é o mesmo, por isso, não os vemos iguais. Não se lembram do passado, por isso nos visitam, para não esquecer que não há nada para lembrar. A desgraça é quando nos lembramos de que os espectros somos nós.


publicado por Axel às 11:16
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

A Arte É a Expansão da Confusão Conceptual

 

– Ó Zé, podias-me ir ali abaixo comprar uns ovos, enquanto eu varro a entrada?

– Que é que isso tem a ver com o azul do céu?

– Ó Zé, podes-me trazer esse trapo daí?

– Que é que isso tem a ver com as luzes pequenas no escuro?

– Ó Zé, come lá esse restinho que ficou no fundo.

– Não me poderias pedir antes que te alimentasse a alma?

– Ó Zé, já pagaste a água e o gás?

– Porque não me pedes para olhar para o Sol e dizer quão brilhante é?

– Ó Zé, a arte é a expansão da confusão conceptual.


publicado por Axel às 17:12
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

...



Demora a morrer. Olha à tua volta e diz que o tempo passa. E assim mesmo que passe pouco tempo o digas muito por vazio e insensato. Não mates ninguém sem antes lhe dizeres...


publicado por Axel às 09:32
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Domingo, 10 de Fevereiro de 2008

De vez em quando



E sentir os inimigos paralisados. E tu também. E se tu fores o inimigo não desperdices o infinito da tua vivência, mais nada existirá. Só por tu o sentires não quer dizer que esteja.



O menino brinca com a bola na rua. A rua são linhas paralelas e a bola é infinita, e tu menino? A injustiça de tu existires só de vez em quando.


publicado por Axel às 08:49
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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

Gato que Brincas na rua



Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.



Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.


És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

                   Fernando Pessoa

publicado por Axel às 09:00
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Reflexo no rio de um eu confuso e impessoal



O rio está sujo, nós também.


Nós ou o reflexo. Não importa, às vezes vemos o reflexo, às vezes nós filtrados pelos olhos. Depois de vermos um, já não conseguimos ver outro, se nos lembrarmos.


 


E se olhássemos para o céu?, já não há reflexo. Continua a ser mentira.

Tu é que és a mentira. Pois sim, ou uma coisa ou outra. E se não for nenhuma. Então é porque ainda não decidiste.


publicado por Axel às 09:08
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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

Não sei bem o quê



Tenho tempo de esperar por ti no meio da imensidão da rua.

Tu não dizes nada nem fazes nada.

Só olhas à tua volta à procura de não sabes bem o quê.

Os soldados mataram sem razão poque lho tinham dito e tu, ninguém te dizendo nada, continuas a praticar um crime maior.

Não fazes nada nem queres.

E se te dissesse que vais para o inferno?, não dirias nada. Continuarias inerte a olhar não sabes bem o quê.


publicado por Axel às 09:13
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